
Em agosto de 2025, numa reunião com um empreendedor que conduzia um projeto relevante, ouvi uma frase que acabou virando a origem desta newsletter: “Não entendo nada de funding, só sei que preciso de capital para continuar.” Ela descrevia bem o obstáculo mais comum naquele momento. O projeto era bom, o capital era necessário, e faltava o caminho entre as duas coisas, porque ele não conhecia as alternativas de funding nem sabia como acessá-las.
A barreira, portanto, era de vocabulário e de acesso. Por isso as primeiras edições se concentraram nos conceitos de base: o custo do capital, o retorno, o que um credor entende por garantia. A newsletter nasceu no LinkedIn em 25 de agosto e ganhou casa própria em 14 de outubro de 2025, e começar pelo básico era o caminho natural.
Um ano depois, a tese daquele primeiro texto continua de pé: funding exige preparação, clareza de objetivos e escolha de parceiros. O que mudou foi o peso da palavra preparação. Em 2025 ela queria dizer conhecer as opções. Hoje, depois de tantas edições, ela aponta para coisas mais concretas e menos confortáveis.
Preparar-se é ter o dado em ordem antes de qualquer pedido de checagem, porque um lançamento errado reduz a garantia desde o primeiro dia, e não apenas no dia em que alguém audita. É dimensionar o funding pelo que a obra vai custar até a entrega, para que a segunda captação não vire um problema criado pela primeira. É ter lido, com a mesma atenção que se dá à taxa, o que o contrato prevê para o cenário que ninguém espera, e saber conversar com o credor quando a obra foge do plano.
Quem acompanhou o ano viu essa mudança acontecer aos poucos. A conversa saiu de “tomada de crédito é só para grandes empresas?” e chegou ao que o incorporador assume depois que o dinheiro entra na conta. Funding passou a ser tratado como relação, com prazo, rotina de reporte e um histórico que pesa na próxima captação, e não mais como o dia em que o recurso cai.
Entender as opções era o primeiro passo, e foi a esse empreendedor de agosto de 2025 que esta newsletter quis responder. A pergunta que fica para o segundo ano vem logo depois dele: o que cada escolha compromete, e o que o incorporador precisa ter pronto para sustentá-la.
Se existe alguma pergunta de funding que você nunca viu respondida por aqui, responda esta edição e conte qual é. O segundo ano vai ser escrito em cima dessas perguntas.
Até a próxima semana,

Levando educação. Criando um novo mercado.
